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Arte Bizantina

http://t0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcQa22kIKzwwA_7P2uSQpB-RJvT3eTI01JC2LYigVNm23nvPk8Te         O Império Romano Bizantino que correspondia ao Império Romano do Oriente, surgiu de uma divisão proposta por Teodósio, em 395. A sede desse império localizava-se em Bizâncio, antiga cidade fundada por marinheiros de Megara (Grécia), em 657 a.C.
        
         Muito tempo após a fundação de Bizâncio, o imperador Constantino percebeu as vantagens que ela oferecia, em termos de segurança e de possuir uma posição comercial estratégica. Constantino enviou, então, arquitetos e agrimensores para remodelar a cidade. A 11 de maio de 330, a cidade foi inaugurada pelo Imperador, sob o nome de Nova Roma. O povo, porém, preferiu chamá-la pelo nome de seu fundador, Constantinopla. A cidade permaneceu com esse nome até o século VII, quando adotou novamente o nome de Bizâncio (embora os ocidentais ainda utilizassem o nome Constantinopla).
        
         Após a tomada pelos turcos otomanos, em 1453, recebeu o nome de Istambul, que permanece até hoje. Essa data é tradicionalmente utilizada para assinalar o fim da Idade Média e início da Idade Moderna.
        
Em seus primeiros tempos, o Império Romano do Oriente conservou nítidas influências romanas, tendo as dinastias Teodosiana (395-457), Leonina (457-518) e Justiniana (518-610) mantido o latim como língua oficial do Estado, conservando a estrutura e as denominações das instituições político-administrativas romanas. A predominância étnica e cultural grega e asiática, entretanto, acabaria prevalecendo a partir do século VII.
        
Nos séculos IV e V, as invasões de visigodos, hunos e ostrogodos foram desviadas para o Ocidente mediante o emprego da força das armas, da diplomacia ou pelo pagamento de tributos, meios usados pelos bizantinos durante séculos para sobreviver. Essas ameaças externas puseram em perigo a estabilidade do Império Bizantino, internamente convulsionado por questões religiosas, que também envolviam divergências políticas. É o caso do Monofisismo, doutrina religiosa elaborada por Eutiques (superior de um convento de Constantinopla), centralizada na concepção de que só havia a natureza divina em Cristo.
        
Embora considerada heresia pelo Concílio de Calcedônia (451 d.C.), que reafirmou a natureza divina e a natureza humana de Cristo, a doutrina monofisista propagou-se pelas províncias asiáticas (Ásia Menor e Síria) e africanas (Egito), onde se identificou com aspirações de independência.
        
Enquanto o Império Romano do Ocidente caía diante dos bárbaros, o Império Romano do Oriente, ou Império Bizantino, resistia. Na verdade, essa parte privilegiada do Mediterrâneo manteve uma intensa atividade comercial e urbana. Suas cidades se tornaram cada vez mais luxuosas e movimentadas. A cultura greco-romana foi preservada e a doutrina cristã passou a ser discutida com grande minúcia e intensidade.
        
Justiniano, um dos mais famosos e poderosos imperadores bizantinos reconquistou alguns territórios romanos dominados pelos bárbaros e o Império Bizantino tornou-se rico e poderoso. O centro dinâmico do império estava nas grandes cidades: Bizâncio, Antioquia, etc. Nelas morava a classe rica, composta por grandes comerciantes, donos de oficinas manufatureiras, alto clero ortodoxo e funcionários destacados. Toda essa gente exibia o luxo de artigos requintados como roupas de lã e seda ornamentadas com fios de ouro e prata, vasos de porcelanas, tapeçarias finas, etc.
        
Havia ainda uma classe urbana intermediária formada por funcionários de baixo e médio escalão e pequenos comerciantes. A grande maioria da população compunha-se entretanto de trabalhadores pobres e escravos.
        
Nas festas religiosas em Bizâncio podia-se encontrar o confronto entre dois mundos: o mundo oficial do Imperador, da corte e da Igreja; e o mundo dos homens comuns que ainda adoravam os deuses pagãos (de paganus, camponês).


O imperador romano do oriente ostentava seu poder em cerimônias públicas imponentes, com a participação dos patriarcas e dos monges. Nessas ocasiões , a religião oficial - o cristianismo - confundia-se com o poder imperial.
        
As bases do império eram três: a política, a economia e a religião, e, para manter a unidade entre os diversos povos que conviviam em Bizâncio, Constantino oficializou o cristianismo, tendo o cuidado de enfatizar nele aspectos como rituais e imagens dos demais grupos religiosos.
        
A arte bizantina consistiu numa mistura de influências helênicas, romanas, persas, armênias e de várias outras fontes orientais, cabendo-lhe, durante mais de um milênio, preservar e transmitir a cultura clássica greco-romana. É, portanto, um produto da confluência das culturas da Ásia Menor e da Síria, com elementos alexandrinos. No plano cultural, essa multiplicidade étnica refletiu a capacidade bizantina de mesclar elementos diversos, como o idioma grego, a religião cristã, o direito romano, o gosto pelo requinte oriental, a arquitetura de inspiração persa, etc. O mundo bizantino foi bastante marcado pelo interesse por problemas religiosos. Dizia-se que em todos os lugares de Constantinopla encontravam-se pessoas envolvidas em debates teológicos.
        
É da arte bizantina que surgem os modelos para toda a Idade Média. Entre outras coisas, é nela que surgem, pela primeira vez, representações das cortes angelicais. A arte dentro dos templos representou realmente uma teologia da imagem. Já na parte externa, através de pinturas e mosaicos, representava um maravilhoso espetáculo para a alma. A imagem bizantina era um prolongamento do dogma, e o desenvolvimento da doutrina através da arte.

A arte bizantina era uma arte cristã, de caráter eminentemente cerimonial e decorativo, em que a harmonia das formas - fundamental na arte grega - foi substituída pela imponência e riqueza dos materiais e dos detalhes. Desconhecia perspectiva, volume ou profundidade do espaço e empregava em profusão as superfícies planas, onde sobressaíam melhor os ornamentos luxuosos e complicados que acompanhavam as figuras. A religião ortodoxa, além de inspiradora, funcionava como censora - o clero estabelecia as verdades sagradas e os padrões para representação de Cristo, da Virgem, dos Apóstolos, ou para exaltação da pessoa do imperador que, além de absoluto, com poderes ilimitados sobre todos os setores da vida social, era o representante de Deus na terra, com autoridade equiparada à dos Apóstolos. Assim, ao artista cabia apenas a representação segundo os padrões religiosos, pouco importando a riqueza de sua imaginação ou a expressão de seus sentimentos em relação a determinada personagem ou doutrina sacra, ou mesmo ao soberano onipotente. Essa rigidez exlica o caráter convencional e certa uniformidade de estilo constantes no desenvolvimento da arte bizantina.
        
A história da arte bizantina pode ser dividida em cinco períodos (alguns preferem a classificação em três: Idade do Ouro, Iconoclastia e 2a Idade do Ouro), que coincidem aproximadamente com as dinastias que se sucederam no poder do império.

 

Período constantiniano

         A formação da arte bizantina deu-se no período constantiniano, quando vários elementos se combinaram para dar forma a um estilo bizantino, mais presente nas criações arquitetônicas, já que pouco resta da pintura, da escultura e dos mosaicos da época, muitos dos quais teriam sido destruidos durante o período iconoclasta que ocorreria no século VIII.

 

Período justiniano

         A arte bizantina teve seu grande apogeu no século VI, durante o reinado do Imperador Justiniano. Essa, na verdade, foi sua primeira fase áurea.
         Esse período corresponde à fixação dos grandes traços dessa arte imperial. As plantas arquitetônicas diversificaram-se: planta retangular com armação, ou centrada, com número de naves variável e coberta com uma cúpula. Santa Sofia de Constantinopla, atribuída a Artêmios de Tralles e Isidoro de Mileto, é o templo mais notável dessa época, ao lado das igrejas de Ravena e Santa Catarina do Sinai.
         A crise do iconoclasmo, caracterizado pela rejeição da representação do divino, favoreceu o monaquismo e o aparecimento da escola capadociana.
         Das poucas obras de arte que restam do período, a mais notável é a Cathedra de Maximiano, em Ravenna (546-556), recoberta de placas de marfim com cenas da vida de Cristo e dos santos. Ainda, basicamente helenísticos, são o "marfim Barberini" (Museu do Louvre) e o díptico do arcanjo Miguel (Museu Britânico).
         Uma das características deste período se apresenta na decoração, com formas naturalísticas em ornatos sempre mais elaborados. Igual tendência manifesta-se nos tecidos de seda, como os conservados no Museu de Cluny, em Paris, de inspiração nitidamente persa.
         Da produção artística que medeia entre a morte de Justiniano I e o início da fase iconoclasta, destaca-se o artesanato em metais.
         O culto às imagens e às relíquias, por ser considerado idolatria de feição pagã, foi combatido pelos imperadores ditos iconoclastas, nos séculos VII e VIII, quando foram destruídos quase todos os conjuntos decorativos e as raras esculturas da primeira idade áurea, principalmente em Constantinopla. A iconoclastia se deveu ao conflito entre os imperadores e o clero.
         A luta entre iconódulos (favoráveis as imagens) e iconoclastas resultou na proibição de toda representaçao iconográfica na Igreja Oriental à partir de 754. Entretanto, essa proibição duraria pouco tempo e no século IX a arte retornaria ser utilizada como veículo de catequização e devoção.
         Assim, após Justiniano, as artes somente voltaram a florescer durante a dinastia macedoniana, depois de superada a crise iconoclasta.

 

Período macedoniano

         Também chamado segunda fase áurea bizantina ou renascença bizantina, o período macedoniano inicia-se com Basílio I (867-886) e atinge o apogeu no reinado de Constantino VII Porfirogênito (945-959).
         Por volta do século X, a decoração das igrejas obedeceu a um esquema hierárquico: cúpulas, absides e partes superiores foram destinadas às figuras celestes (Cristo, a Virgem Maria, os santos etc.). Já as partes intermediárias, como áreas de sustentação, às cenas da vida de Cristo; e as partes inferiores, à evocação de patriarcas, profetas, apóstolos e mártires.
         A disposição, colorida, e a apresentação das diferentes cenas, variavam de modo sutil, para criar a ilusão de espaço e transformar em tensão dinâmica a superfície achatada e estática das figuras.
         Destacam-se, desse período, a escultura em marfim, de que existiram dois centros principais de produção, conhecidos como grupos romano e nicéforo.
         Há, ainda, o esmalte e o artesanato em metais, que atestam o gosto bizantino pelos materiais belos e ricos.
         A arte sacra imperial humanizou-se: os santuários passaram a ter proporções menos imponentes, mas a planta em cruz inscrita chegava à perfeição e tornava-se perceptível do exterior. Colocada sobre pingentes ou sobre trompas de ângulo (porção da abóbada que sustenta uma parte saliente do edifício), a cúpula é sustentada pelas abóbadas em berço ou abóbadas em aresta. Na Grécia, Dáfni, São Lucas na Fócida e os Santos Apóstolos de Atenas são exemplos desse tipo, assim como a igreja do Pantocrator, em Constantinopla.
         As artes menores são testemunhos de um luxo refinado. Foi sob o reinado dos Comnenos que foram erguidas as numerosas igrejas da Iugoslávia (Ohrid, Nerezi, etc.).

 

Período comneniano

         A arte comneniana, marcada por uma independência cada vez maior da tradição, evolui para um formalismo de emoção puramente religiosa.
         Esta arte, nos séculos seguintes, servirá de modelo à arte bizantina dos Balcãs e da Rússia, que tem nos ícones e na pintura mural suas expressões mais elevadas.

 

Período paleologuiano

         Durante a dinastia dos Paleólogos torna-se evidente o empobrecimento dos materiais, o que determina o predomínio da pintura mural, de técnica mais barata, sobre o mosaico.
Podem-se distinguir duas grandes escolas, sendo a primeira delas, a de Salonica, que continua a tradição macedoniana e pouco ou nada inova.
         A outra, mais cheia de vitalidade e originalidade, é a de Constantinopla, iniciada por volta de 1300, como se pode verificar pelos mosaicos e afrescos da igreja do Salvador.
         Nesta fase, o realismo e decoração narrativa tenderam a generalizar-se. As cenas estão plenas de personagens (mosaico de São Salvador-in-Cora. hoje Kahriye Camii, de Constantinopla); os afrescos multiplicaram-se. Os grandes centros de arte sacra bizantina são Tessalônica, Trebizonda e Mistra. Apesar do desaparecimento do Império, a marca da arte bizantina manteve-se nas regiões mais diversas, como o monte Atos, a Iugoslávia, a Bulgária, a Romênia e a Rússia, a qual continuaria a produzir notáveis ícones.

 

Arquitetura

            Inspirada e guiada pela religião, a arquitetura alcançou sua expressão mais perfeita na construção de igrejas. E foi precisamente nas edificações religiosas que se manifestaram as diversas influências absorvidas pela arte bizantina. Houve um afastamento da tradição greco-romana, sendo criadas, sob influência da arquitetura persa, novas formas de templos, diferentes dos ocidentais. Foi nessa época que se iniciou a construção das igrejas de planta de cruz grega, coberta por cúpulas em forma de pendentes, conseguindo-se assim fechar espaços quadrados com teto de base circular.

As características predominantes seriam a cúpula (parte superior e côncava dos edifícios) e a planta de eixo central, também chamada de planta de cruz grega (quatro braços iguais). A cúpula procurava reproduzir a abóbada celeste. Esse sistema, que parece já ter sido utilizado na Jordânia em séculos anteriores e inclusive na Roma Antiga, se transformou no símbolo do poderio bizantino.

biza4         Anecessidade de construir Igrejas espaçosas e monumentais, determinou a utilização de cúpulas sustentadas por colunas, onde haviam os capitéis, trabalhados e decorados com revestimento de ouro, destacando-se a influência grega.
O apogeu cultural de Bizâncio teve lugar sob o reinado de Justiniano e sua arquitetura se difundiu rapidamente pela Europa ocidental, mas adaptada à econômia e possiblidades de cada cidade.
         A Igreja de Santa Sofia é o mais grandioso exemplo dessa arquitetura, onde trabalharam mais de dez mil homens durante quase seis anos. Por fora o templo era muito simples, porém internamente apresentava grande suntuosidade, utilizando-se de mosaicos com formas geométricas, de cenas do Evangelho.
São também, entre outras, exemplos do esplendor da arquitetura bizantina, construídas por Antêmio de Trales e Isidoro de Mileto: as igrejas de São Sérgio e São Baco e a dos Santos Apóstolos, bem como a Igreja de Santa Irene.

 

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         Na cidade italiana de Ravena, conquistada pelos bizantinos, desenvolveu-se um estilo sincrético, fundindo elementos latinos e orientais, onde se destacam as Igrejas de Santo Apolinário e São Vital, destacando-se esta última onde existe uma cúpula central sustentadas por colunas e os mosaicos como elementos decorativos.


Pintura

         A pintura bizantina não teve grande desenvolvimento, pois assim como a escultura sofreram forte obstáculo devido ao movimento iconoclasta . Encontramos três elementos distintos: os ícones, pinturas em painéis portáteis, com a imagem da Virgem Maria, de cristo ou de santos; as miniaturas, pinturas usadas nas ilustrações dos livros, portanto vinculadas com a temática da obra; e os afrescos, técnica de pintura mural onde a tinta era aplicada no revestimento das paredes, ainda úmidos, garantindo sua fixação.

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Escultura

         Destaca-se na escultura o trabalho com o marfim, principalmente os dípticos, obra em baixo relevo, formada por dois pequenos painéis que se fecham, ou trípticos, obras semelhantes às anteriores, porém com uma parte central e duas partes laterais que se fecham.

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Mosaico

         O Mosaico foi uma forma de expressão artística importante no Império Bizantino, principalmente durante seu apogeu, no reinado de justiniano, consistindo na formação de uma figura com pequenos pedaços de pedras colocadas sobre o cimento fresco de uma parede. A arte do mosaico serviu para retratar o Imperador ou a imperatriz, destacando-se ainda a figura dos profetas.

 

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Fonte:  www.aluzdaluz.com.br 

 

Arte Bizantina

Introdução
O império bizantino desenvolveu-se durante onze séculos, desde a cisão do império romano e a consequente fundação de Constantinopla em 324 d. C., até à sua conquista pelos Turcos Otomanos em 1453 d. C. A um período inicial de transição seguiu-se, durante o reinado do imperador Justiniano (527-565), o primeiro momento áureo da arte bizantina. Constituiu um momento de expansão territorial, através da reconquista de parte dos antigos domínios no Ocidente (incluindo parte de Itália), durante o qual a capital imperial se assumiu como um dos grande centros culturais e artísticos do mundo mediterrânico.Em 726 d. C. o imperador Leão II decreta a proibição e sistemática destruição dos ícones e das representações humanas na arte religiosa, estabelecendo uma rutura com as formas anteriores de culto.
Terminada esta fase iconoclasta em 843 d. C., com a ascensão da dinastia Macedónia (867-1056), atingiu-se então um novo período áureo no campo artístico conhecido por renascimento macedónio, caracterizado pela recuperação dos ideais clássicos e da monumentalidade da arte da época de Justiniano.
Após um breve período de domínio veneziano (entre 1204 e 1261), seguiu-se a última fase artística do império que seria continuada, depois do século XV, pelos países de religião Ortodoxa.
A cultura bizantina apoiava-se no cristianismo, tendo definido uma interpretação própria que a afasta da Igreja Romana. A religião ortodoxa era mais contemplativa e os seus rituais centravam-se na veneração de ícones (retratos muito estilizados das figuras sagradas).

Arquitetura
Constituindo uma das tipologias mais importantes da arquitetura bizantina, a igreja teve, durante o primeiro período do império, dois modelos fundamentais: a basílica (um espaço longitudinal formado por várias naves e rematado pela abside) e a igreja de planta centralizada com cúpula. O primeiro, característico da arquitetura paleoristã desenvolvida na Itália foi gradualmente desaparecendo em favor do plano centralizado de inspiração oriental, que se tornava então dominante.A Igreja de Santa Sofia de Constantinopla, projetada na primeira metade do século VI d. C. pelos arquitetos Anthemio de Tales e Isidoro de Mileto para o imperador Justiniano, representou o apogeu desta tipologia de plano centralizado. A partir de uma planta de base quadrada, ergueram-se diferentes volumes prismáticos e semicúpulas, que culminavam na cúpula central. A grande austeridade dos volumes e a quase total ausência de ornamentação que definiam a imagem exterior da igreja contrasta radicalmente com a grande complexidade do espaço interior, determinada pela ambiguidade entre a vocação centralizada deste espaço, pontuado pelo impulso vertical conferido pela enorme cúpula central (que atingia cerca de 56 metros de altura máxima), e a marcação dum eixo longitudinal, acentuado pela deslocação do altar para a abside que rematava a nave central. Esta nave era ladeada por duas outras naves mais pequenas, separadas por três nichos com arcadas e colunas, imprimindo uma inusitada fluidez espacial a este templo. A iluminação do interior, concretizada por várias janelas e por uma série de pequenas aberturas rasgadas no tambor da cúpula assim como os revestimentos em mármore e mosaicocontribuíram para a sensação de desmaterialização dos volumes e das superfícies, proporcionando a este templo uma rara qualidade mística e espiritual.
As qualidades espaciais e formais da igreja de Santa Sofia serviram como fonte de inspiração para muitos outros edifícios erguidos neste período, como por exemplo, alguns dos edifícios monumentais da cidade de Ravenna, construída entre 527 e 751 d. C. (data da conquista deste território pelos Lombardos), de entre os quais se destaca a igreja de San Vitale.
A partir do século IX, durante a ascensão da dinastia Macedónia, consolida-se a tipologia de planta central para os edifícios religiosos. Foi então desenvolvido um novo modelo espacial (em forma de cruz grega, inscrita numa planta quadrada, pontuada por uma cúpula central) que procurava simplificar volumétrica e construtivamente a tipologia anterior e de que a Pequena Metrópole de Atenas, construída no século XII, constitui um bom exemplo.
No século XIII, esta tipologia é enriquecida com a construção de cúpulas laterais mais baixas assentes nos quatro braços da cruz (um modelo já experimentado no século XI, na Basílica de S. Marcos de Veneza). Estas cúpulas, que gradualmente se tornam mais esbeltas, eram frequentemente erguidas sobre tambores (cilíndricos ou octogonais), o que contribuiu para a acentuação da verticalidade do espaço. Muitos destes edifícios religiosos, nomeadamente os que se constroem na Grécia e nos Balcãs, apresentam dimensões reduzidas.

Arte plásticas
O mosaico foi um dos géneros artísticos mais difundidos na arte bizantina. Utilizado para revestimento dos espaços interiores dos templos, alcançou um alto nível técnico e artístico, suplantando as melhores criações da época romana.Os mais interessantes e bem preservados conjuntos da época Justiniana são os mosaicos das igrejas de Santo Apolinário Novo ou de San Vitale, em Ravenna, realizados em meados do século VI d. C.
No interior de San Vitale encontram-se os dois paradigmáticos mosaicos do imperador e da imperatriz, rodeados por figuras importantes da corte. A representação destas figuras, em hierática posição frontal, eliminando qualquer sugestão de profundidade, anunciava já a estilização rígida dos ícones.
Durante o renascimento macedónio assistiu-se ao desenvolvimento expressivo do ícone. Considerando que as figuras sagradas não deveriam ter uma representação realista e terrena, os artistas bizantinos adotaram uma linguagem mais abstrata que resultou na estilização formal das imagens e na simplificação do modelado e da cor. A figura da Virgem com o menino, tornou-se uma das mais famosas e canónicas representações religiosas ortodoxas, sendo geralmente aplicada, em mosaico ou pintura, nas semi-cúpulas que encerravam as absides das igrejas.

Arte bizantina


Pré-história
Arte do Paleolítico


Antiguidade

Arte mesopotâmica
Arte suméria
Arte assíria
Arte babilónica
Arte persa
Arte egípcia
Arte celta
Arte fenícia
Arte egeia
Arte cicládica
Arte minoica
Arte micénica
Antiguidade Clássica
Arte etrusca
Arte grega
Arte romana
Arte paleocristã


Idade Média

Arte bizantina
Arte islâmica
Arte sassânida
Pré-românico
Arte germânica
Arte hibérnico-saxónica
Arte anglo-saxónica
Arte visigótica
Arte merovíngia
Arte carolíngia
Arte otoniana
Românico
Arte mudéjar
Gótico
Manuelino


Idade Moderna

Renascimento
Alta Renascença
Maneirismo
Barroco
Rococó
Neoclassicismo
Academicismo
Romantismo


Arte moderna

Nazarenos
Pré-rafaelitas
Realismo
Naturalismo
Impressionismo
Pós-impressionismo
Pontilhismo
Divisionismo
Simbolismo
Art nouveau
Vanguardas
Expressionismo
Fauvismo
Die Brücke
Der Blaue Reiter
Abstraccionismo
Neoplasticismo
Cubismo
Construtivismo
Bauhaus
Suprematismo
Dadaísmo
Surrealismo
Futurismo
Realismo socialista


Arte
contemporânea

Pop art
Op art
Minimalismo
Neoconcretismo
Arte conceptual
Happening
Performance
Instalação
Land art
Hiper-realismo

Por expressão artística
Arquitectura
Pintura
Escultura - Design
Literatura - Música
Teatro
Cinema

 

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O mais célebre dos mosaicos Bizantinos intactos da Basílica de Santa Sofia em Constantinopla – a imagem do Cristo pantocrator na parede da galeria superior sul, realizada no século XII. Ao seu lado encontra-se a figura da Virgem Maria e de São João Baptista.
O termo arte bizantina refere-se à expressão artística de caráter religioso do Império Bizantino. No entanto, deve-se lembrar que esta tendência artística, por meio de influência político-religiosa, expandiu-se para regiões fora das fronteiras imperiais.

História
O crescente problema nas fronteiras causado pelos bárbaros, além de problemas dentro de Roma com o senado constantemente se envolvendo em questões relacionadas ao reinado dos imperadores, fez com que os imperadores optassem por outras cidades para serem sedes do império. O imperador Constantino I transferiu a capital do império para Bizâncio, antiga cidade renomeada mais tarde para Constantinopla. Neste local reúnem-se toda uma série de fatores que impulsionam a ascensão da nova expressão artística.
O movimento viveu o seu apogeu no século VI, durante o reinado do imperador Justiniano I ao qual se sucede um período de crise denominado Iconoclasta e que consiste na destruição de qualquer imagem santa devido ao conflito político entre os imperadores e o clero.
Após a crise iconoclasta, houve uma nova era de ouro da arte bizantina que se estendeu até o fim do império no século XV. No entanto, reminiscências desta arte permaneceram embuidas dentro da religião ortodoxa e em regiões como a Rússia que receberam grande influência da cultura bizantina. A arte bizantina era voltada para o lado religioso,ou seja tudo era relacionado com a igreja.

Influências
A localização de Constantinopla permite à arte bizantina a absorção de influências vindas de Roma, da Grécia e do Oriente e a interligação de alguns destes diversos elementos culturais num momento de impulso à formação de um estilo repleto de técnica e cor.
A arte bizantina está intimamente relacionada com a religião, obedecendo a um clero fortalecido que possui, além das suas funções naturais, as funções de organizar também as artes, e que consequentemente relega os artistas ao papel de meros executores.
Também o imperador, assente num banco regimico teocrático, possui poderes administrativos e espirituais. Sendo o representante de Deus na Terra, é convencionalmente representado com uma auréola sobre a cabeça e não é raro encontrar um mosaico onde esteja representado com a esposa ao lado da Virgem Maria e o Menino Jesus.

Pintura
No século V, em Bizâncio, emergiu um novo império cristão que duraria mil anos, criando uma nova forma de arte, nascida do Cristianismo. Em Roma, nas antigas catacumbas cristãs, há uma série de murais que datam das perseguições aos cristãos nos séculos III e IV. São os primeiros exemplos de pintura bizantina ou pinturas no Período Bizantino.
No século IV, o imperador Constantino reconheceu o culto livre aos cristãos do Império Romano. A arte cristã primitiva evoluiu então para a arte bizantina. O mosaico foi a característica principal do período e suas características de criação influenciaram mais tarde a arte gótica.
Nos séculos VIII e IX, o mundo bizantino foi dilacerado pela questão da iconoclastia, uma controvérsia sobre o uso de pinturas ou entalhes na vida religiosa. Toda representação humana que fosse realista poderia ser considerada uma violação ao mandamento de não adorar imagens esculpidas. O imperador Leão III proibiu qualquer imagem em forma humana de Cristo, da Virgem, santos ou anjos. Como resultado, vários artistas bizantinos migraram para o Ocidente. Em 843, a lei foi revogada.

Mosaico
O mosaico é a expressão máxima da arte bizantina e, não se destinando somente a decorar as paredes e abóbadas, serve também de fonte de instrução e guia espiritual aos fiéis, mostrando-lhes cenas da vida de Cristo, dos profetas,e dos vários imperadores. Plasticamente, o mosaico bizantino não se assemelha aos mosaicos romanos; são confeccionados com técnicas diferentes e seguem convenções que regem também os afrescos. Neles, por exemplo, as pessoas são representadas de frente e verticalizadas para criar certa espiritualidade; a perspectiva e o volume são ignorados e o dourado é utilizado em abundância, pela sua associação a um dos maiores bens materiais: ouro.

Arquitetura
A arquitetura teve um lugar de destaque, operando-se nela a importantes inovações. Foi herdeira do arco, da abóbada e da cúpula, mas também, do plano centrado, de forma quadrada ou em cruz grega, com cúpula central e absides laterais.
A expressão artística do período influenciou também a arquitectura das igrejas. Elas eram planeadas sobre uma base circular, octogonal ou quadrada rematada por diversas cúpulas, criando-se edifícios de grandes dimensões, espaçosos e profusamente decorados.
A Catedral de Santa Sofia é um dos grandes triunfos da técnica bizantina. Projectada pelos arquitectos Antêmio de Tralles e Isidoro de Mileto, ela possui uma cúpula de 1000000 metros apoiada em quatro arcos plenos. Esta técnica permite uma cúpula extremamente elevada a ponto de sugerir, por associação à abóbada celeste, sentimentos de universalidade e poder absoluto. Apresenta pinturas nas paredes, colunas com capitel ricamente decorado com mosaicos e chão de mármore polido.

Escultura
Este gosto pela decoração, aliado à aversão do cristianismo pela representação escultórica de imagens (por lembrar o paganismo romano), faz diminuir o gosto pela forma e consequentemente o destaque da escultura durante este período. Os poucos exemplos que se encontram são baixos-relevos inseridos na decoração dos monumentos.

Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre.

 

 

 

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