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Arte Etrusca



Introdução
O território designado por Etrúria, onde se fixou o povo etrusco, corresponde ao atual centro de Itália. A arte etrusca desenvolveu-se a partir do século VII a. C., desaparecendo no século III a. C., aquando da integração do seu povo na nação romana, então em expansão.Dominada pelas conceções da vida pós morte e pela necessidade de criar estruturas arquitetónicas de carácter eterno que pudessem preservar os corpos para a imortalidade, grande parte das manifestações artísticas etruscas, ainda que dotadas de grande originalidade, denunciam uma forte influência da culta arte grega. Avesa às criações de grande dimensão ou de carácter monumental, a civilização etrusca desenvolveu bastante as artes menores, o trabalho em argila, o bronze e a ourivesaria.

Arquitetura
As construções etruscas eram geralmente realizadas em madeira e em tijolo, ficando a pedra limitada às fundações e aos plintos sobre os quais se erguiam os templos. Para além do sistema trilítico, os etruscos empregavam processos construtivos mais complexos, como o arco, a abóbada ou pseudo-abóbada e a pseudo-cúpula.Com carácter altamente precário e efémero, grande parte dos edifícios construídos por este povo desapareceram. Excetua-se todo o conjunto de arquiteturas funerárias, cuja necessidade de durabilidade determinou o uso da pedra para a sua construção. Sendo a maior parte dos túmulos escavados na rocha (formando uma espécie de arquitetura em negativo), os elementos construídos resumiam-se geralmente às fachadas, portas ou corredores de acesso. Abandonando a solução circular, em forma de tholos, característica da Grécia e do mundo mediterrânico, os etruscos adotaram para o interior dos túmulos soluções que recriam a forma da habitação: uma sala central em torno da qual se dispunham simetricamente as celas.
O templo etrusco, que se tornou canónico, era construído em madeira e tijolo, sobre uma base de pedra. De planta quase quadrada apresenta um alpendre com colunas que antecede a cela (um espaço fechado que podia ser único ou dividido em três salas) e uma cobertura de duas águas, salientes em relação à planta.

Artes plásticas
Grande parte da escultura etrusca tem carácter religioso ou funerário. Os sarcófagos que continham os mortos, geralmente realizados em terracota, constituem as mais interessantes peças escultóricas deste período artístico. Eram formados por uma caixa elevada sobre a qual se representavam os defuntos, reclinados e apoiados num braço, como se observa no "Sarcófago dos Esposos", realizado aproximadamente em 520 a. C. e descoberto num túmulo da necrópole de Cerveteri.A restante escultura era normalmente realizada em argila, por modelação, num efeito rápido, espontâneo e expressivo, como se observa no "Apolo de Veios", em terracota pintada, proveniente do templo de Portonaccio. Este povo desenvolveu igualmente esculturas em bronze, como a célebre Quimera de c. 380 a. C., descoberta em Arezzo.
Tal como sucedeu ao nível da escultura, a pintura etrusca mais significativa encontrava-se reunida nos túmulos e procurava reconstituir os ambientes onde os defuntos tinham habitado em vida. Desta forma, às imagens figurativas (representando cenas do quotidiano, ou temas naturais) associavam-se elementos arquitetónicos, como cornijas, frisos e pilastras que estruturavam a narrativa. As figuras eram invariavelmente definidas com uma linha de contorno negra e preenchidas por cor.

Arte Etrusca. In Infopédia
Porto: Porto Editora, 2003-2013

 Arte etrusca
         


Tumba de Triclínio, Tarquinia.

A arte etrusca refere-se à arte da antiga civilização da Etrúria localizada na Itália central (actual Toscana) e que teve o seu apogeu artístico entre os século VIII e II a.C.
As origens deste povo, e consequentemente do estilo, remontam aos povos que habitavam a região (ou a partir dela se deslocaram) da Ásia menor durante a Idade do bronze e Idade do ferro, mas também outras culturas influenciaram a sua arte (por proximidade ou contacto comercial), como a grega, fenícia, egípcia, assíria e a oriental. Mas o seu aparente carácter helenistico simples (visto o seu florescimento coincidir com o período arcaico grego) esconde um estilo único e inovador de características muito próprias que viria a influenciar profundamente a arte romana e pela qual estaria já totalmente absorvido no século I a.C..

Historia
As origens dos etruscos e, conseqüentemente, do seu estilo artístico, remonta aos povos que habitavam ou foram expulsos da Ásia Menor durante a Idade do Bronze e da Idade do Ferro. Devido à proximidade ou contato comercial para Etruria, outras culturas antigas influenciou a arte etrusca, como a Grécia, Fenícia, Egito, Assíria e no Oriente Médio. O caráter aparentemente simples na era helenista esconde um estilo inovador, e único, cujo auge coincidiu com o período grego arcaico. Os romanos mais tarde viria a absorver a cultura etrusca na deles, mas também seria muito influenciado por eles e sua arte.

Expressões e estilo


Casal Etrusco.


Busto etrusco
De um modo geral pode-se afirmar que os artistas etruscos eram artesãos de grande habilidade. Executavam peças (estatuária, vasos, espelhos, caixas, etc) de grande qualidade e maestria em terracota, barro, bronze e metal, desenvolviam também peças de joalharia (em ouro, prata e marfim) e uma cerâmica negra (designada Bucchero).

Arte funerária
Escavações efetuadas em tumbas subterrâneas revelaram urnas de barro (onde se colocavam os restos mortais) com elementos escultóricos representando elementos anatómicos do falecido (p. ex. tampa em forma de cabeça); bustos (que poderão ter estado na origem dos bustos romanos); esculturas e relevos em sarcófagos onde, numa fase posterior, figuras humanas em tamanho real surgem reclinadas sobre a tampa como se de um leito se tratasse (jacente). Mas aqui, em oposição à escultura grega em pedra, a escultura etrusca toma forma em materiais mais brandos que possibilitam uma modulação mais elástica, fluida e arredondada incutindo nas figuras uma natural espontaneidade.
As câmaras funerárias, que retratam o interior de uma habitação, são de teto em abóbada ou falsa cúpula e são revestidas de pinturas murais (frescos) retratando cenas mitológicas, do quotidiano e rituais funerários de demarcado caráter bi-dimensional, estilizado (formas delineadas a negro), mas de cores vivas e atmosfera jovial. Numa fase posterior, esta atitude de festividade perante a morte sofre alterações, possivelmente pela influência da arte grega do período clássico, e as figuras (onde passam a integrar também os demônios da morte)ou o diabo ganham uma nova atitude pensativa e de incerteza perante o final da vida.

Arquitetura e urbanismo
Além de uma grande variedade de artes decorativas os etruscos desenvolveram também a construção arquitetônica da qual muito pouco sobreviveu. Modelos à escala permitem ter uma ideia do templo religioso (com base de pedra, estrutura de madeira e revestimento em barro na arquitrave e beirais) que em grande parte se assemelharia ao grego simples, mas sem a sua elegância: pelo lado sul e subindo os degraus do podium ganhava-se acesso a um pórtico com duas filas de quatro colunas cada e conseqüentemente à cella no seu interior.
Construíram também palácios, edifícios públicos, aquedutos, pontes, esgotos, muralhas defensivas e desenvolveram projetos de urbanismo onde a cidade se articulava a partir de um centro resultado da intersecção das duas vias principais (cardus, sentido norte-sul e decumanus, sentido leste-oeste).
Também importante de referir é a utilização do arco de volta perfeita (semicírculo) a novas tipologias que não sejam as de carácter puramente utilitário, como já tinha acontecido anteriormente na Mesopotâmia, Egipto e naturalmente na Grécia, como em túmulos, outras estruturas subterrâneas ou portas de cidades. Agora, pela primeira vez, o arco surge inserido no vocabulário das ordens arquitetônicas gregas.

Pintura Etrusca
A pintura etrusca teve grande importância não apenas por atingir um alto nível artístico, mas pelo o fato de que ela é o mais importante exemplo de pré-romana de arte figurativa. A técnica de pintura foi utilizada principalmente pelos etruscos, o afresco.
Esta técnica, conhecida pelos egípcios, mas desconhecidas em Creta e na Grécia, consiste em pintura sobre argamassa fresca sobre o assunto escolhido, de modo que quando a seca de gesso, a pintura, amalgamar com ele, torna-se parte integrante da parede e dura por muitos anos (Isso explica por que quase todas as expressões figurativas e etruscas afrescos romanos são encontrados até agora). Para fazer com que as cores para pintar, pedras e minerais são usadas em várias cores que foram esmagados e misturados
Escovas eram feitas de pêlos de animais e foram extremamente precisos (ainda a melhor escovas são feitas de cabelo boi) do BC meados do século quarto começou a ser usado para sugerir os efeitos claro-escuro de profundidade e volume. As cenas raramente pintadas com representações da vida real, são mais tradicionais representações de cenas mitológicas.
Havia ainda o conceito de proporção (ou se ainda há respeitada nos afrescos encontrados) é comum encontrar animais ou homens com algumas partes do corpo fora de proporção com os outros. Um dos mais famosos afrescos na tumba etrusca é a do Leoas em Tarquinia.
Outro exemplo é a pintura pintura de vasos etruscos.

Linha temporal
800-650 a.C.: cunho oriental. Devido às trocas culturais entre as civilizações do Mediterrâneo, especialmente a civilização grega, a arte etrusca era semelhante à arte grega.
650-500 a.C.: influência jónica e coríntia. Alto desenvolvimento da pintura.
500-300 a.C.: apogeu; ainda demarcada influência grega. Devido às turbulências internas, a arte se reduz.
300-100 a.C.: fase tardia; absorção romana.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Arte Etrusca

A arte etrusca refere-se à arte da antiga civilização da Etrúria localizada na Itália central (actual Toscana) e que teve o seu apogeu artístico entre os século VIII e II a.C.
As origens deste povo, e consequentemente do estilo, remontam aos povos que habitavam a região (ou a partir dela se deslocaram) da Ásia menor durante a Idade do bronze e Idade do ferro, mas também outras culturas influenciaram a sua arte (por proximidade ou contacto comercial), como a grega, fenícia, egípcia, assíria e a oriental. Mas o seu aparente carácter helenistico simples (visto o seu florescimento coincidir com o período arcaico grego) esconde um estilo único e inovador de características muito próprias que viria a influenciar profundamente a arte romana e pela qual estaria já totalmente absorvido no século I a.C.
Até à actualidade muita da herança etrusca se foi perdendo e as peças e vestígios que hoje se conhecem podem dar apenas uma ideia parcial do que seria em plenitude a arte desta civilização. A maior parte do espólio etrusco advém de escavações arqueológicas em necrópoles (Cerveteri, Tarquinia, Populonia, Orvieto, Vetulonia, Norchia) trazendo à luz acima de tudo peças e construções de carácter religioso relacionadas com o culto funerário.

Expressões e estilo
De um modo geral pode-se afirmar que os artistas etruscos eram artesãos de grande habilidade. Executavam peças (estatuária, vasos, espelhos, caixas, etc) de grande qualidade e mestria em terracota, barro, bronze e metal, desenvolviam também peças de joalharia (em ouro, prata e marfim) e uma cerâmica negra (designada Bucchero).

Arte funerária
Escavações efectuadas em tumbas subterrâneas revelaram urnas de barro (onde se colocavam os restos mortais) com elementos escultóricos representando elementos anatómicos do falecido (p. ex. tampa em forma de cabeça); bustos (que poderão ter estado na origem dos bustos romanos); esculturas e relevos em sarcófagos onde, numa fase posterior, figuras humanas em tamanho real surgem reclinadas sobre a tampa como se de um leito se tratasse (jacente). Mas aqui, em oposição à escultura grega em pedra, a escultura etrusca toma forma em materiais mais brandos que possibilitam uma modulação mais elástica, fluida e arredondada incutindo nas figuras uma natural espontaneidade.
As câmaras funerárias, que retratam o interior de uma habitação, são de tecto em abóbada ou falsa cúpula e são revestidas de pinturas murais (frescos) retratando cenas mitológicas, do quotidiano e rituais funerários de demarcado carácter bi-dimensional, estilizado (formas delineadas a negro), mas de cores vivas e atmosfera jovial. Numa fase posterior, esta atitude de festividade perante a morte sofre alterações, possivelmente pela influência da arte grega do período clássico, e as figuras (onde passam a integrar também os demónios da morte) ganham uma nova atitude pensativa e de incerteza perante o final da vida.

Arquitetura e urbanismo
Além de uma grande variedade de artes decorativas os etruscos desenvolveram também a construção arquitectónica da qual muito pouco sobreviveu. Modelos à escala permitem ter uma ideia do templo religioso (com base de pedra, estrutura de madeira e revestimento em barro na arquitrave e beirais) que em grande parte se assemelharia ao grego simples, mas sem a sua elegância: pelo lado sul e subindo os degraus do podium ganhava-se acesso a um pórtico com duas filas de quatro colunas cada e consequentemente à cella no seu interior.
Construiram também palácios, edifícios públicos, aquedutos, pontes, esgotos, muralhas defensivas e desenvolveram projectos de urbanismo onde a cidade se articulava a partir de um centro resultado da intersecção das duas vias principais (cardo, sentido norte-sul e decumanos, sentido este-oeste).
Também importante de referir é a utilização do aco de volta-perfeita (semi-círculo) a novas tipologias que não sejam as de carácter puramente utilitário, como já tinha acontecido anteriormente na Mesopotâmia, Egipto e naturalmente na Grécia, como em túmulos, outras estruturas subterrâneas ou portas de cidades. Agora, pela primeira vez, o arco surge inserido no vocabulário das ordens arquitectóicas gregas.
Fonte: www.clickescolar.com.br

Os Villanovas da região da Toscânia apresentam mudança brusca em seu ritual funerário e suas vilas passam a ser fortificadas a partir dos anos 900 a.C. Eram os primeiros sinais de que algo mudou na região. O povo dessa área passou a ser conhecido como etruscos pelos povos vizinhos.
É difícil precisar a origem dos etruscos. O primeiro dos grandes historiadores antigos, Heródoto (século V a.C.), embasou a teoria de que se tratava de povos orientais, lídios da Ásia Menor (Turquia), dizia o historiador, que teriam vindo para a Itália entre os séculos XIII e XII a.C. em razão de carestia e ali se mesclado com os indígenas umbros, mas introduzindo novidades importantes na cultura local e gerando a Cultura dos Tirrenos.
Sustenta essa hipótese a brusca mudança cultural villanoviana e o fato de que os Villanovas não detinham tecnologia apropriada para fortificar seus vilarejos. Ainda dentro dessa hipótese da origem oriental, outros vêem a fortificação das vilas como reação ao aumento da violência associada à ocupação territorial por populações imigrantes.
Também a favor dessa linha estão os paralelos culturais como a semelhança entre a construção e decoração das tumbas etruscas e aquelas da Ásia Menor, como certas doutrinas e práticas religiosas: a realização de profecias pelos exames das entranhas de animais e pelo vôo das aves (como no Oriente) ou como gosto pelos prazeres da vida, boas moradias, a luxúria e o amor pelas festas e danças, que não encontram paralelo entre as demais culturas itálicas.
Para encerrar, um pilar funerário encontrado perto da cidade de Camínia, na ilha de Lemnos, tem inscrição em lingua diversa da lingua grega ali falada, mas apresentando semelhanças com o idioma dos etruscos.
A segunda corrente, hoje mais aceita, vê os etruscos como tribos autóctones pré-indoeuropéias, certamente lígures parcialmente aculturados pelos Villanovas vizinhos. O primeiro defensor dessa hipótese foi Dionísio de Helicarnasso.
Já se aceita uma explicação intermediária, na qual povos da Ásia Menor teriam vindo em número relativamente diminuto, talvez acompanhada de uma elite armada, e se amalgamado às populações autóctones. Todavia, por trazerem uma cultura mais complexa, tê-la-iam imposto aos nativos ao longo dos anos.
Os etruscos eram conhecidos como tirrenos pelos gregos e como tuscos ou etruscos (palavra derivada do umbro trusk). Os historiadores dizem que eles se referiam a si mesmos como rasna ou rasenna. Talvez tais denominações tenham a ver com as específicas tribos etruscas contatadas com as demais culturas indoeuropéias (notadamente gregos e latinos).
A lingua etrusca certamente não era de origem indo-européia.

A expansão territorial
A partir do século VIII a.C., os etruscos passaram a se estabelecer em outras partes da Itália, sem encontrar grande resistência. A expansão se explica pelo crescimento econômico e não por desejo de poder. A ocupação de vales férteis e zonas mineiras trouxe riqueza àquelas populações.territ_etrusco.jpg (22782 bytes)
No litoral, estabeleceram portos através dos quais exportavam seus produtos, competindo ferozmente com gregos e fenícios por mercados na bacia do mar Mediterrâneo. Constituíram um poderio naval muito respeitado, necessário para fazer frente aos gregos e cartagineses do sul da península. Os celtas que vinham pelo norte não representavam ameaça real, pois se dividiam em tribos sem qualquer laços entre si.
Nesse processo expansionista, as cidades dos etruscos se desenvolveram na mesma linha das antigas aldeias Villanovas. Elas perfaziam três territórios bem marcados, além da colônia de Capua. Suas cidades guardavam um espírito federativo muito tênue. Elas elegiam um rei, cujo encargo era organizar e presidir às festas religiosas comuns. Em tempos de guerra, líderes eram nomeados especificamente para cuidar dos exércitos.
As cidades viram obras de engenharia então desconhecidas na península. Elas seguiam a tradição Villanova de duas avenidas em diagonal, criando quatro bairros, servidos por ruas secundárias.
Eles projetaram e construíram estradas e pontes ligando as cidades, cloacas subterrâneas para conduzir esgotos e águas pluviais. Aquedutos levavam água a longas distâncias, servido comunidades que não dispunham dela para uso doméstico ou agrícola. Pântanos foram drenados e rios retificados, incorporando novas terras à produção rural.

O território do norte tinha como principais das cidades:
Volterra (Velathri em etrusco)
Arezzo (Arratum em etrusco)
Cortona (Curtun em etrusco)
Peruggia (Perusia em etrusco)
Chiusi (Clevsin em etrusco)
Populonia (Pupluna em etrusco)
Vetulonia (Vetluna em etrusco)
Rosella (Velathri em etrusco)
Felsina (hoje Bologna)
Fonte: members.fortunecity.com

Nesta arte é determinante o condicionamento do mais culto e progressista mundo grego, do qual os Etruscos não puderam fazer menos do que aumentar o prestígio em todos os campos. Tal influência é sempre perceptível, ainda que de maneira diversa, em conformidade com as épocas: tanto por ele ter dado lugar a fenômenos de participação - como no período arcaico - ou de sujeição - como no período helenístico, ou, mais simplesmente, de incompreensão. Neste último caso, assiste-se ao reflorescimento de tendências próprias, qualificáveis como de espontaneidade, expressividade, conservadorismo e incoerência.
A área em que se desenvolveu a civilização etrusca é, sobretudo aquela a que chamamos Etrúria, isto é, a grande região que tem por limites os rios Tirreno, Tevere e Arno. A ela devemos depois acrescentar a chamada Etrúria paduana, a qual acaba por se resumir, no que à arte respeita, ao território de Bolonha e, ainda que teoricamente, a Etrúria Campânia. Finalmente, deve citar-se o Lácio latino - a Sul do Tevere, com Roma em primeiro lugar, que, em especial no período arcaico, é de fato inseparável da Etrúria devido a uma geral unidade da cultura etrusco-latina.
Quanto ao tempo, pode estabelecer-se uma curva que vai do século VII a todo o século III antes de Cristo: ou melhor, desde a dominação da área ocupada pelos "vilanovianos" - cidade de Vilanova, até ao momento em que, já submetida à nação à hegemonia romana, se verifica uma ruptura com o passado e a progressiva helenização geral da Itália, emanada de Roma.

Arquitetura

Os Etruscos não foram o que se poderia dizer um povo de arquitetos, exatamente pelo seu gosto pelo imediato, pelo espontâneo, e dentro de certos limites, pelo efêmero. É disto prova, embora indireta, o emprego sistemático de materiais facilmente perecíveis nas construções, como o tijolo cru e a madeira, e a utilização da pedra - sobretudo de origem vulcânica, abundantíssima na Etrúria - limitada quase só, ainda que largamente, aos alicerces e envasamentos. Sem contar com o fato de terem passado quase ignoradas aquelas ótimas pedreiras de mármore de Carrara que só os romanos começaram a explorar sistematicamente, no início da era imperial.
Assim, enquanto que é freqüente acontecer com as antigas civilizações ser a arquitetura a expressão artística que para nós tem grande interesse - pela abundância de testemunhos e pela sua melhor conservação -, no caso da Etrúria é preciso admitir que não só não nos chegaram grandes monumentos arquitetônicos, como, provavelmente, eles jamais existiram. Pelo simples motivo de que a arquitetura etrusca nunca existiu, naturalmente no verdadeiro sentido da palavra: isto é, como resultado e expressão de uma elaboração artística dos elementos de um edifício. Entretanto, como é óbvio, não lhes faltaram construções.
No que toca à monumentalidade e duração (e, por isso, à possibilidade de tomarmos conhecimento delas), a única exceção é constituída por aquela que é costume designar-se por arquitetura funerária: este fato deve-se às concepções etruscas sobre o além-túmulo e a definidos programas nobiliárquicos, que reconheciam no túmulo o monumento da família. Mas, neste caso, trata-se de uma arquitetura muito particular, na maioria dos casos de escavação e entalhe, com os túmulos subterrâneos escavados na rocha, ou com as grandes fachadas dos mausoléus rupestres arranjados nos flancos (lados) das colinas: uma arquitetura em negativo, em suma, uma pseudo-arquitetura, embora surja estreitamente relacionada com a verdadeira arquitetura, sempre lhe imitando com fidelidade as formas tanto externas como internas.
De fato, a concepção etrusca do além-túmulo, com a tão tenaz idéia de certa sobrevivência da entidade vital do homem no próprio local da sua sepultura, fez com que o túmulo fosse entendido como uma verdadeira casa dos mortos e, assim, realizada pelo modelo da casa dos vivos. Isto permite-nos transferir idealmente o esquema do túmulo, enquanto túmulo-casa, para os poucos restos das casas verdadeiras que tem sido possível recuperar, complementando-os assim idealmente, tanto interna como externamente.
Ricas em objetos de uso doméstico, as construções funerárias guardavam, além da lembrança da morte (lembrando os momentos agradáveis do morto em sua existência terrena), um documento da própria vida, tornando-se, portanto, um testemunho histórico de incomparável valor. Acreditando na vida de além-túmulo, os etruscos celebravam os funerais com banquetes e jogos e colocavam nas sepulturas armas, jóias e objetos que julgavam necessários ao morto. Os sarcófagos eram ornamentados com esculturas que representavam o defunto e sua mulher sempre de forma descontraída e natural; as paredes eram pintadas com motivos vistosos destinados a propiciar a sorte, a felicidade. Entretanto, as cerimônias e a riqueza de adornos eram, certamente, prerrogativas da classe aristocrática, pois são raros os exemplos de tumbas mais trabalhadas, enquanto as sepulturas comuns, desprovidas de ornamentos, foram encontradas em grande número.
O túmulo depressa abandona o tipo do tholos (de planta circular, inteiramente construída com grandes blocos e coberta com uma falsa cúpula), espalhado por todo o Mediterrâneo, virando-se para um conjunto com mais salas, subterrâneo ou escavado na rocha. Este tipo, presente segundo as épocas, é caracterizado por uma sala central, à qual se chega por um longo corredor e em torno da qual - ou para além da qual - se dispõem as outras dependências, as celas funerárias.
Passando ao exame do aspecto exterior, isto é, da parte mais propriamente arquitetônica destas construções, são evidentemente típicos e exclusivos da arquitetura funerária até meados do século VI antes de Cristo os grandes túmulos de terra. Estes são sustentados por um envasamento cilíndrico, construídos com fileiras de blocos paralelepípedos de pedra - e eventualmente apoiados sobre uma parte inicial diretamente escavada na rocha - que se sobrepõe aos grandes túmulos subterrâneos de várias câmaras. Mas os túmulos "de cortiço", inteiramente construídos com fiadas de blocos de pedra e cobertura em falsa abóbada, obtida através de uma progressiva inclinação para dentro das fiadas superiores e por uma série final de blocos de fecho - e os túmulos que os imitam, entalhados na rocha das necrópoles rupestres, autorizam-nos a alargar esta documentação a uma plano mais geral.
Tendo em conta que provavelmente não existiam planos para a construção de edifícios públicos (dos quais, todavia, nada conhecemos, para além de simples vestígios de locais de espetáculos, de resto excepcionais e muito precários), estes tipos de túmulos compõem o panorama da arquitetura etrusca.
O templo etrusco surge caracterizado por uma planta quase quadrada, metade da qual é ocupada pela cella - única, quando dedicado a um único deus, ou tripartida, quando consagrado à Tríade Divina mais importante - Tin (Zeus), Uni (Juno) e Menerva (Minerva). O compartimento central é ladeado por duas alas, ou deambulatórios, a outra metade por um vestíbulo, ou pronaos, com colunas muito distantes entre si e geralmente metidas no prolongamento das paredes laterais da cella. Todo o edifício era coberto por um telhado de telhas, de duas águas, muito amplo, baixo e pesado, bastante saliente em relação às paredes laterais e fachada, onde rematava, dando lugar a um frontão triangular interrompido, e, no interior - dando correspondência ao pronaos, munido de um telheiro inclinado para frente.
Finalmente, o edifício religioso era completado - ainda que nem sempre, ao que parece - com um pódio de alvenaria que, substancialmente distinto do edifício propriamente dito, tinha a exclusiva função de organizar e elevar a construção e, ao mesmo tempo, de isolá-la da umidade.
Fora o pódio e os alicerces, que eram de pedra, o templo etrusco era sempre construído com materiais perecíveis, como os tijolos crus e madeira: segundo alguns estudiosos, talvez por motivos de ordem ritual.

Escultura

Também no que concerne à escultura, como, em parte, quanto à arquitetura, as manifestações artísticas dos Etruscos põem-nos perante um panorama absolutamente peculiar. Não tanto por estarem na sua quase totalidade ligadas a fins religiosos e funerários, dado que faltam quase totalmente - tanto quanto saibamos os motivos inspiradores profanos, como os acontecimentos históricos, as celebrações de honrarias cívicas e de feitos atléticos, os motivos de "gênero" e outros; mas porque em total acordo com as tendências de fundo que caracterizam toda a produção etrusca e que levam à espontaneidade, à expressividade e, por isso, à procura de efeito e à rapidez de execução, esta escultura é essencialmente fruto do trabalho dos modeladores. Isto é, deriva da atividade de artistas inteiramente ligados à modelação em argila - a coroplástica a arte de trabalhar a argila -, quer as suas obras se destinassem como era o caso mais freqüente, a permanecerem como obras de argila (as terracotas), querem se destinassem a ser fundidas em bronze (através da fase intermediária da cera). Isto não quer dizer que faltem, entre os testemunhos escultóricos da Etrúria, os trabalhos em pedra; pelo contrário, são abundantes e estendem-se por todo o desenrolar da civilização etrusca.
Por outro lado, a predileção pela coroplástica não acontece por acaso, tendo sido com ela que os artistas etruscos realizaram as suas obras mais felizes e na própria elaboração da pedra, enquanto que o mármore é ignorado por completo. São preferidos os materiais ligeiros - tufos (pedra porosa de origem vulcânica), arenitos, alabastros, os quais se prestam a um tratamento fácil e imediato, muito próximo daquele que é característico da argila, embora não chegando - salvo raras exceções - àquelaoriginalidade e àquela frescura de expressão que na argila são muito mais do que raras.
A substancial ausência de um verdadeiro sentido escultórico entre os Etruscos não só é perceptível na produção de vulto inteiro como também no relevo, largamente documentado, sobretudo na produção funerária.
Quanto aos motivos inspiradores da produção escultórica, conforme já referimos também eles são procurados na esfera do mundo sacro e funerário e surgem condicionados por finalidades precisas que se resolvem numa tendência bem defenida. Toda a atenção é concentrada no assunto e no seu significado.
As criações mais características da arte etrusca são, certamente, as estátuas fúnebres. Os sarcófagos eram, em geral, executados em terracota pintada (a cor está intimamente ligada à forma - não acrescentada, mas sim coexistindo) e na tampa esculpia-se a imagem do morto, freqüentemente acompanhado da mulher. Essas obras revelam uma força expressiva extraordinária, captando com mestria traços essenciais do modelo. A imagem do morto sobre o sarcófago asseguraria a continuação de sua vida no além.
Considerando emblemático da arte etrusca, objeto de apaixonadas discussões de cada discurso acerca dela, o Apolo de Veios é o mais eloqüente testemunho da individualidade e irrepetibilidade da obra de arte etrusca.
Também as outras figuras do grupo a que pertencia o Apolo - o Heracles, a cabeça de Hermes e a Deusa com o menino, diferentes e, no entanto, idênticas na forma e na representação expressiva, e as outras terracotas do revestimento do Templo de Portonaccio, em Veios, demonstram uma grande liberdade de invenção e um mesmíssimo estilo fortemente individual. São exatamente graças a este estilo que faz falar, com razão, de um Mestre do Apolo (sem dúvida a mais alta e original personalidade artística do mundo estrusco que chegou até nós) que as estátuas de Veios se nos apresentam quase como um fenômeno isolado.
Chegaram-nos, alguns grandes bronzes, restos de um verdadeiro naufrágio, se considerarmos a fama de bronzistas que os Etruscos granjearam no mundo antigo.
O exame destes bronzes datáveis de entre o final do século V e as primeiras décadas do século VI antes de Cristo, reporta-nos em geral às considerações já feitas.

Pintura

A prioridade do destino funerário, evidente, ainda que não exclusiva, nas outras manifestações artísticas da Etrúria, torna-se uma característica quase absoluta no caso da pintura. Trata-se, pois de uma pintura funerária, mais precisamente tumular. De fato, embora não faltando outros indícios além dos raros exemplos concretos de uma pintura provavelmente destinada a decorar interiores de edifícios sacros e talvez também de habitações com painéis feitos de placas de terracota, dispostas umas ao lado das outras, como revestimento parietal, a quase totalidade das pinturas etruscas que conhecemos pertence precisamente aos túmulos: aos de Tarquínia, em particular, mas também, embora em menor medida, aos de Chiusi e, apenas esporadicamente, aos de Veios, Cerveteri, Vulci e Orvieto.
Mais uma vez nos encontramos, aqui, perante motivações práticas que correspondiam a exigências definidas, inerentes à concepção do mundo do Além e aos alvos aristocráticos das famílias mais destacadas.
Ligada a um princípio do tipo mágico-religioso, baseado num conceito de participação mística, a pintura parietal dos hipogeus tumulares tem a intenção de recriar para o morto, naquela que passa a ser considerada a sua morada definitiva, o seu ambiente enquanto vivo. Daqui os temas: momentos da vida real, nos seus aspectos mais significativos, mais serenos e aprazíveis. Os mesmos elementos que poderiam parecer meramente decorativos - frisos, cornijas, pedestais, etc. se destinam apenas a reconstituir o ambiente doméstico, para já não falar de traves, sofitos, frontões e outros, sempre destacados pelo relevo e pela cor e que aludem não só a casa propriamente dita, como também a pavilhões de caça, locais de espetáculos e outros.
Entre as cenas da vida cotidiana as quais, naturalmente, se referem às vidas das grandes famílias, as preferências vão, por um lado, para as representações de movimentos - danças, competições de atletismo, jogos, por serem consideradas como suscetíveis de transmitirem ao morto algo da força, potência e vitalidade que elas exprimem; por outro lado, temos as representações de banquetes, quase sempre acompanhados por músicos e dançarinos, por serem considerados como capazes de evocarem e, por isso, de fixarem para sempre a categoria social do defunto. Deve-se a isto, muito provavelmente, o lugar ocupado pelo banquete, quase sempre na parede mais importante do túmulo, a do fundo, e, com raras exceções, está sempre presente no repertório da pintura funerária.
Seja como for, o caráter fundamentalmente realista das cenas só cede a certo sentido da imaginação quando, a partir do século IV antes de Cristo, se debilita o conceito da sobrevivência da entidade vital do morto no próprio túmulo e se afirma o da sua transmigração para um reino das sombras, este de origem grega. Procura-se agora representar o destino do homem para além da sua existência terrena; e as cenas, introduzindo um elemento completamente novo e de grande originalidade, passam então a referir-se ao mundo do além-túmulo. Neste mundo tenebroso e fantástico, ao lado dos seres monstruosos e divinos - demônios, deuses, heróis mitológicos, são colocados os defuntos, identificados por retratos e inscrições com esclarecimentos genealógicos que exaltam o orgulho nobiliárquico das grandes famílias, circundados por um halo negro e representados na sua viagem aos infernos, ou então num banquete no Inferno.
As representações estão geralmente dispostas em cenas "contínuas", grandes afrescos descritivos e narrativos, que não tem em conta a divisão parietal, mas que, com a sua acentuada tendência para a horizontalidade, antes parecem dilatar os angustiosos espaços das câmaras sepulcrais. Só numa segunda época, a partir do século IV antes de Cristo, os frescos contínuos são substituídos pelos painéis com cenas separadas e grupos de figuras isoladas, coincidindo com a afirmação das novas concepções sobre o mundo dos mortos e, em particular, com a difusão dos modelos iconográficos gregos.
A junção desenho-cor realiza-se, substancialmente, com a superfície de campo delimitada por uma nítida e espessa linha de contorno, negra e mais ou menos contínua, que desenha a figura, dando-lhe corporalidade e consistência. A função do contorno linear já não desaparece mais.

Outras Artes

Este capítulo final, pois, respeita a obras de proporções diminutas, que de menores, apenas possuem as dimensões. No entanto, devemos sublinhar que é possível encontrar entre elas as mais significativas e originais obras de toda a arte etrusca; e que, mais ainda do que entre as de maiores proporções, são precisamente estas obras que nos dão a medida do gosto dominante e da capacidade inventiva das oficinas e dos mestres individuais: síntese, em suma, de todas as características, sobretudoas mais peculiares, que qualificam e distinguem a produção figurativa dos Etruscos.
Tudo o que se fez notar a propósito da escultura, vale também para a plástica em terracota e em bronze de pequeno formato: ou seja, são idênticos os limites impostos pelas meras exigências devocionais e pelos objetivos de um simples decorativismo exterior. Assim, no pequeno formato das figuras ou partes delas com destino votivo é o que constituem a produção mais numerosa.
Passando para a cerâmica, o contributo mais original e interessante está nos jarros de uma só asa, produzidos a partir de meados do século VII antes de Cristo e, em certo sentido, a serem considerados como a cerâmica nacional, ainda que não fosse exclusiva da Etrúria. É típico o modo de fabrico e de cozedura, que determina a inconfundível cor negra brilhante das vasilhas, classificando-as como sucedâneas dos recipientes de metal.

Fonte: historiandoasartes.com.br
Portalsaofrancisco

 

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