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História da Literatura

A história da literatura é a disciplina que estuda a evolução da literatura, seja em prosa ou poesia, por meio dos movimentos literários e das relações entre a História e a literatura.

Os começos da literatura

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Livro dos Mortos de Nany, versão Tebana.

A narrativa não começa com a escrita. No sentido restrito da escrita (literatura vem do latim "littera", que quer dizer "letras"), a literatura só se torna possível com a escrita, embora não tenha surgido com ela.
A literatura e a escrita, embora tenham conexões entre si, não são sinônimos. Os primeiros registros escritos da história da humanidade não são literatura.
Há contróvérsias dos estudiosos que discordam sobre quando os registros antigos se convertem em algo mais semelhante à literatura narrativa.
Um problema ao tratarmos da história da literatura é que muitos textos vão desaparecendo ao longo do tempo, por acidente ou pela total extinção da cultura que os originou.
Certos tempos primários podem ser considerados como os primeiros passos da literatura. Exemplos muitos antigos são Poema de Gilgamesh, em sua versão de aproximadamente 2000 a.C., e o Livro dos mortos, escrito em Papiro de Ani aproximadamente 250 a.C., mais provavelmente na data do Século XVII a.C.
Muitos textos se expandiram por forma oral durante vários e vários séculos antes que fossem escritos, e esses são dificeis de datar. O núcleo do Rig Veda parece datar de meados do século II a.C.

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Rig Veda.

O Pentateuco normalmente se fecha ao redor do Século XV a.c. Outras tradições orais foram passadas em forma de escrita muito tarde, como a Edda em verso, escrita no século XIII.

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Tao Te Ching edição Wang Bi: um dos antigos escritos chineses mais conhecidos e importantes.

Mesopotâmia
É a literatura escrita em sumério, babilônico, acádico, hitita, e outras línguas da Mesopotâmia. Desenvolveu-se nas principais cidades mesopotâmicas (Abu Salabikh, Uruk, Girsu, Nippur, Sippar e Ur).
A literatura sapiencial mesopotâmica serve de base para os escritos de Hesíodo.

China
A literatura chinesa iniciou-se faz mais de três mil anos. Os primeiros documentos escritos que se podem considerar literatura provém da dinastia Zhou.
O primeiro e grande autor de táticas militares e estrategia foi Sun Tzu com A Arte da Guerra, um autor tão estudado e lido ainda hoje, tanto quanto o estrategista Clausewitz.
A filosofia chinesa seguiu um caminho distinto da grega - no lugar de apresentar diálogos extensos, optou por Analectos. Confúcio empregava sempre provérbios morais cujos temas principais são o amor e o respeito à natureza, aos mais velhos, à sociedade e à religião. nos anos atuais, século xx.

Literatura antiga do Japão
No chamado período arcaico, entre os séculos 3 e 6 depois de Cristo, o Japão produziu suas primeiras obras literárias: as crônicas Kojiki e Nihonshoki, assim como as poesias Manyoshu. O período clássico da literatura japonesa começou no final do século VIII.

Europa

Os Gregos
A literatura grega teve um papel fundamental na história da literatura ocidental.
A contribuição grega não se resume apenas aos poemas épicos atribuídos a Homero, mas também à primeira dramaturgia europeia; aos poetas líricos; aos mitos fixados por Hesíodo, Pausânias e outros; à filosofia; à História, inventada como disciplina por Heródoto; à medicina, cuja literatura foi inaugurada na Europa por Hipocrátes; e muitas outras contribuições.
Muitos estudiosos consideram que a tradição literária ocidental começou com os poemas épicos da Ilíada, que conta a história da Guerra de Troia, e a Odisseia, que conta a história do retorno para casa de Ulisses, um dos heróis gregos da Guerra de Troia. Estes poemas épicos eram atribuídos ao aedo Homero, na Grécia antiga, mas hoje é geralmente aceito que Homero é uma personagem lendária, reunião de vários poetas que foram construindo o texto oralmente até a sua fixação escrita no século VI a.C., em Atenas.
Hesíodo escreveu os poemas Teogonia, sobre a origem dos deuses, e Os trabalhos e os dias, sobre lendas e mitos e também sobre o valor do trabalho. Ele foi um poeta tão valorizado quanto Homero entre os antigos gregos.
Entre os poetas posteriores foi notável Safo, que usou a forma da poesia lírica como gênero.
O dramaturgo Ésquilo começou na literatura ocidental introduzindo sempre o diálogo e a interação com o teatro. É considerado o fundador da tragédia. A sua obra chamada Oresteia (ou Oréstia), foi uma das mais pungentes tragédias da Grécia Antiga narrando o drama protagonizado pelos últimos Atridas e que vieram completas para nós.

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Busto de Ésquilo. Museu Capitolino Roma.

Outros talentos dramáticos foram Sófocles (em suas tragédias, mostra dois tipos de sofrimento: o que decorre do excesso de paixão e o que é consequência de um acontecimento acidental. Reduziu a importância do coro no teatro grego, relegando-o ao papel de observador do drama que se desenrola à sua frente), e Eurípedes que utilizou o teatro para desafiar as normas sociais. Já Aristófanes, um comediante, usou as mesmas ideias, só que em um tom menos trágico em suas duas obras: Lisístrata e As vespas.
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Aristófanes.

Aristóteles, aluno de Platão, escreveu dezenas de trabalhos em muitas disciplinas cientificas, e sua contribuição maior na literatura foi provavelmente sua Arte Poética, onde implanta sua concepção do drama e estabelece parámetros para a crítica literária.

Roma

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Virgílio (Mosaico)

Em muitos aspectos, os escritores da República Romana e do Império Romano quiseram evitar a inovação a favor de imitar aos grandes autores gregos. A Eneida de Virgílio é um exemplo da época. Plauto, dramaturgo cômico, seguiu os passos de Aristófanes; na obra Metamorfoses, de Ovídio, ele retratou o mundo segundo o ponto de vista da mitologia greco-romana.
Uma das poucas criações literárias romanas foi a sátira. Horácio foi o primeiro a usá-la como ferramenta argumental.

Idade Média (séculos V-XV)

Europa

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Um livro medieval.

Depois da queda de Roma (em 476), muitos dos estilos literários inventados pelos gregos e romanos deixaram de usar-se na Europa até o renascimento florentino.
No Islã, se difundiou em Ásia e África, preservando as obras gregas e baseando-se nelas para novos enredos literários. Tirando o fato que se havia perdido muitos trabalhos devido aos passos do tempo e às catástrofes (como da biblioteca de Alexandria), numerosos trabalhos foram preservados e copiados cuidadosamente pelos escribas muçulmanos.
Entre os textos europeus frequentes temos as hagiografias. Algumas obra de Beda e até outras continuam na tradição histórica passada na fé comentada por Eusébio de Cesareia ao redor do ano 300.

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Beda representado num manuscrito medieval.

No ano de 400, com a Psychomachia (título em espanhol) de Prudencio, começou a tradição dos contos alegóricos, então socorrida na literatura medieval.
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Rei Artur - Escultura da Era Vitoriana.

Geoffrey de Monmouth escreveu sua Historia Regum Britanniae (História dos reis de Bretanniae), que apresentou como textos reais da história de Grã-Bretanha. Entre elas estão as de Merilin, o mago e o Rei Artur.
O interesse dos muçulmanos por preservar os escritos filosóficos e científicos gregos chegaria a afetar a escritura na Europa; por exemplo, a obra do célebre teólogo Tomás de Aquino tem forte influência aristotélica.

Literatura vernácula

A poesia e as canções de gesta, sendo que as mais antigas formas conhecidas datam de fins do século XI e do início do século XII, quase 100 anos antes do surgimento da poesia lírica dos trovadores e dos mais antigos romances em verso.

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A primeira página do Beowulf: fonte de inspiração para Tolkien.

A poesia épica continuou desenrolando-se com a adição temática das mitologias da Europa do norte; Beowulf apresenta uma visão da guerra e da honra similar à de Homero e Virgílio.
Em novembro de 1095 o Papa Urbano II deu início à Primeira Cruzada no Concílio de Clermont. As cruzadas afetaram, em todos os aspectos, a vida na Europa e no Oriente médio; a literatura também foi transformada por essas guerras. Por exemplo, a imagem do cavaleiro adquiriu um significado novo.

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Dante.

Obras e autores importantes do período são: Petrarca; o Decamerão de Boccaccio; A Divina Comédia e os poemas de Dante Alighieri; os Contos da Cantuária de Geoffrey Chaucer.

Oriente médio

Antiga literatura árabe
A literatura árabe surge aproximadamente no século VIII, com duas importantes recompilações: o Mu'allaqat e o Mufaddaliyat. Simbad também é bastante conhecida atualmente.
O Corão ou Alcorão, livro sagrado do Islão, data do século VII d.C. É a obra mais complexa em estrutura (tem 114 capítulos que reúnem 6,236 estrofes que misturam prosa e poesia).
Outra importante obra é a tradição Hadith - Os Ditos do Profeta, baseada nos dizeres do Profeta Mohammad (Muhammad, Mohammed ou Maomé), cujas recompilações mais importantes são as de Muslim b. al-Haýýaý, e a de Muhammad ibn Isma'il al-Bukhari. O Profeta Mohammad também inspirou as primeiras biografias em árabe, conhecidas como al-sirah al-nabawiyyah;

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As Mil e Uma Noites.

A grande obra da literatura de ficção árabe é As Mil e uma Noites, sem dúvida o mais conhecido de sua literatura e cultura. Há a crença de que algumas histórias tem suas origens na Índia. As Mil e uma Noites datam provavelmente dos séculos XIII e XVI.
Entre as inovações da escritura na literatura árabe se encontra na perspectiva cronística de Ibn Khaldun, que retrata toda explicação sobrenatural no tom de enfoque científico da sociologia e da história.

Literatura Persa
Da cultura persa, o livro provavelmente mais famoso no ocidente é o Rubaiyat (esse título está escrito em linguagem espanhol), uma coleção de poemas com estrofes de quatro linhas, do escritor, matemático e astrônomo Omar Jayyam (1048-1122).

Ásia (Extremo Oriente)

Literatura chinesa
A poesia lírica se revolucionou muito mais na China do que na Europa ao redor do século X, durante as dinastias Han, Tang e Song surgiram muitas formas de poesias novas. Provavelmente os melhores poetas chineses foram Li Bai e Du Fu.

Literatura Japonesa
Destaca-se as mais de mil histórias da China, da Índia e Japão, reunidas em Konjaku Monogatarishu. Outros grandes mestres antigos podem ser encontrados em literatura japonesa.

Literatura moderna europeia (séculos XV-XVIII)

Literatura renascentista
A renovação geral no conhecimento que começou na Europa e o descobrimento do mundo novo em 1492, trouxe consigo uma nova concepção da ciência e das investigações e formas distintas de fazer arte.
Surgiu então uma forma literária que logo desembocaria a novela, que tomou renome nos séculos posteriores. Uma das mais conhecidas dessa primeira época é A Utopia, de Thomas More.
Já as obras dramáticas de entretenimento (opostas ao propósito da moral) voltaram à cena. William Shakespeare é um dos mais conhecidos nomes no teatro e talvez o mais notável, embora existam outros, como Christopher Marlowe, Molière e Ben Johson.

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William Shakespeare

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Molière

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Christopher Marlowe

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Ben Jonson

Don Quixote de la Mancha, de Miguel de Cervantes, é chamado de a primeira novela (ou a primeira das novelas europeias modernas). Foi publicada em duas partes, a primeira em 1602 e a segunda em 1615. Pode ser vista como uma paródia das novelas cavaleirescas, na qual a diversão provém de uma nova forma de tratar as lendas heróicas populares.

Literatura Barroca
Entre os escritores barrocos estão, em espanhol Luis de Góngora, Francisco de Quevedo e Villegas, Sor Juana, Bernardo de Balbuena; em catalão Francesc Fontanella, Francesc Vicenç Garcia, Josep Romaguera; em português António Vieira, Gregório de Matos, Francisco Rodrigues Lobo; em inglês os poetas metafísicos (John Donne, George Herbert, Andrew Marvell, Henry Vaughan e em alemão Andreas Gryphius).

Literatura ilustrada e neoclássica
Pode dar o nome do período de literatura ilustrada os anos que vão de 1689, em que se publica o Ensaio sobre o entendimento humano de John Locke e 1785, em que se publicam Os sofrimentos do jovem Werther, de Goethe. Nesse lapso, nasce na França um grande esforço intelectual: L'Encyclopédie.

Literatura moderna Ásia (Extremo Oriente)

Literatura moderna India
Sarojini Sahoo é uma figura expoente e formadora de opinião em feminismo na literatura Oriya contemporânea. Para ela, o feminismo não é um “problema de gênero” ou uma espécie de ataque ou confrontação à hegemonia masculina. Portanto, sua abordagem é bastante diferente daquela de Virginia Woolf ou de Judith Butler. Ela aceita o feminismo como uma condição total de feminilidade o que é completamente desvinculado do mundo masculino. Ela escreve com uma consciência maior do corpo feminino, o que criaria um estilo mais honesto e apropriado de abertura, fragmentação e não-linearidade. Suas ficções sempre projetam a sensibilidade feminina desde a puberdade até a menopausa. Os sentimentos femininos, como restrições morais na adolescência, gravidez, o fator medo de ser estuprada ou ser condenada pela sociedade e o conceito de menina má, etc, sempre têm uma exposição temática em suas novelas e contos. Sarojini Sahoo é considerada a Simone de Beauvoir da Índia. Seu feminismo é sempre conectado com as políticas sexuais de uma mulher. Ela nega os limites patriarcais de expressão sexual para uma mulher e identifica a liberação sexual feminina como o motivo real por trás do movimento das mulheres. Para ela, o orgasmo é o chamado natural do corpo para a política feminista: se ser uma mulher é tão bom assim, as mulheres devem valer alguma coisa. Suas novelas como Upanibesh, Pratibandi e Gambhiri Ghara cobrem uma miríade de áreas da sexualidade à filosofia , da política do lar à política do mundo.

Literatura do século XIX
Romantismo
Realismo
Naturalismo
Simbolismo
Parnasianismo
Condoreirismo

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Eça de Queiroz, escritor do Romantismo e Realismo.

Literatura do século XX
Modernismo e vanguardas:
Futurismo
Surrealismo
Dadaísmo
Autores do século XX:

Autores que escreveram em prosa:
James Joyce
Franz Kafka
Marcel Proust
Ernest Hemingway
F. Scott Fitzgerald
José Saramago
J. R. R. Tolkien
C. S. Lewis
George Orwell
Michael Ende
Aldous Huxley
Ray Bradbury
J. D. Salinger
Mário de Sá Carneiro
Gabriel García Márquez
Érico Veríssimo
Julio Cortázar
Jorge Luis Borges
Charles Bukowski
Lygia Fagundes Telles
Stephen King

Alguns autores que escreveram em poesia:
Fernando Pessoa e seus heterônimos
T.S. Eliot
Ezra Pound
Carlos Drummond de Andrade
Paulo Leminski
Vinicius de Moraes
Mário Quintana
Maiakovski
Manuel Bandeira
Cecília Meireles
Oswald de Andrade
Mário de Andrade
Pablo Neruda
Juan Gélman
Ferreira Gullar
João Cabral de Melo Neto
Haroldo de Campos
Augusto de Campos

Autores dramaturgos (teatro):
Arthur Miller
Samuel Beckett
Jean Genet
Eugène Ionesco

Literatura do século XXI

Multiculturalismo
J. K. Rowling
Lemony Snicket
Neil Gaiman
Khaled Rosseini
Philip Pullman

Literatura infantojuvenilhttp://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/a/a1/Crane_beauty5.jpg/250px-Crane_beauty5.jpg
Ilustração de A Bela e a Fera, do ilustrador Walter Crane, 1874.

A literatura infanto juvenil é um ramo da literatura, dedicada especialmente às crianças e jovens adolescentes. Nisto se incluem histórias fictícias infantis e juvenis, biografias, novelas, poemas, obras folclóricas e/ou culturais, ou simplesmente obras contendo/explicando fatos da vida real (ex: artes, ciências, matemática, etc).
Naturalmente, o conteúdo dentro de uma obra infantojuvenil depende da idade do leitor; enquanto obras literárias destinadas a crianças de dois a quatro anos de idade são quase sempre constituídas de poucas palavras e são muito coloridas e/ou possuem muitas imagens e fotos, obras literárias destinadas ao jovem adolescente muitas vezes contêm apenas texto.
De toda forma, a literatura infantil é fundamental para que crianças travem contato com os livros desde cedo, acostumando-se com sua textura, seu formato, seu cheiro e seu universo de possibilidades.

Literatura infantil

A literatura infantil é destinada especialmente às crianças entre dois a dez anos de idade. O conteúdo de uma obra infantil precisa ser de fácil entendimento pela criança que a lê, seja por si mesma, ou com a ajuda de uma pessoa mais velha. Além disso, precisa ser interessante e, acima de tudo, estimular a criança. Os primeiros livros direcionados as crianças foram feitos por professores e pedagogos no final do século XVII, com o objetivo de passar valores e criar hábitos. Atualmente a literatura infantil não tem só este objetivo, hoje também é usada para propiciar uma nova visão da realidade, diversão e lazer. Obras literárias destinadas às crianças com dois a quatro anos de idade possuem apenas grupos de palavras e/ou poucas e simples frases. Aqui, livros são coloridos e/ou possuem muitas imagens e/ou fotos, tanto porque criança está apenas começando a aprender a ler, bem como estimula a criança por mais livros/histórias. Livros dedicados a leitores entre quatro a seis anos apresentam maiores grupos de palavras organizados em um texto, sem abrir mão de estímulos visuais mencionados acima. Aqui podem ser incluídos algumas histórias em quadrinhos, como a Turma da Mônica, por exemplo. Já obras literárias feitas para crianças entre sete a dez anos começam a possuir cada vez menos cores e imagens, e apresentando textos cada vez maiores e fatos cada vez mais complicados e explicativos, uma vez que o jovem leitor, agora já em fase escolar, é estimulado a encontrar respostas por ele mesmo - o começo da racionalização.
Quase toda obra literária infantil possui algumas características em comum, embora exceções existam:
ausência de temas adultos e/ou não apropriados a crianças. Isto inclui guerras, crimes hediondos e drogas, por exemplo;
são relativamente curtos - não possuem mais do que 80 a 100 páginas;
presença de estímulos visuais (cores, imagens, fotos, etc);
escrito em uma linguagem simples, apresentando um fato ou uma história de maneira clara;
são de caráter didático, ensinando ao jovem leitor regras da sociedade e/ou comportamentos sociais;
possuem mais diálogos e diferentes acontecimentos, com poucas descrições;
crianças são os principais personagens da história;
possuem um final feliz.

Afinal, o que é Literatura Infantil?
A designação infantil faz com que esta modalidade literária seja considerada "menor" por alguns, infelizmente.
Principalmente os educadores vivenciam de perto a evolução do maravilhoso ser que é a criança. O contato com textos recheados de encantamento faz-nos perceber quão importante e cheia de responsabilidade é toda forma de literatura.
A palavra literatura é intransitiva e, independente do adjetivo que receba, é arte e deleite. Sendo assim, o termo infantil associado à literatura não significa que ela tenha sido feita necessariamente para crianças. Na verdade, a literatura infantil acaba sendo aquela que corresponde, de alguma forma, aos anseios do leitor e que se identifique com ele.
A autêntica literatura infantil não deve ser feita essencialmente com intenção pedagógica, didática ou para incentivar hábito de leitura. Este tipo de texto deve ser produzido pela criança que há em cada um de nós. Assim o poder de cativar esse público tão exigente e importante aparece.

Origens da Literatura Infantil

O impulso de contar histórias deve ter nascido no homem, no momento em que ele sentiu necessidade de comunicar aos outros alguma experiência sua, que poderia ter significação para todos. Não há povo que não se orgulhe de suas histórias, tradições e lendas, pois são a expressão de sua cultura e devem ser preservadas. Concentra-se aqui a íntima relação entre a literatura e a oralidade.
A célula máter da Literatura Infantil, hoje conhecida como "clássica", encontra-se na Novelística Popular Medieval que tem suas origens na Índia. Descobriu-se que, desde essa época, a palavra impôs-se ao homem como algo mágico, como um poder misterioso, que tanto poderia proteger, como ameaçar, construir ou destruir. São também de caráter mágico ou fantasioso as narrativas conhecidas hoje como literatura primordial. Nela foi descoberto o fundo fabuloso das narrativas orientais, que se forjaram durante séculos a.C., e se difundiram por todo o mundo, através da tradição oral.
A Literatura Infantil constitui-se como gênero durante o século XVII, época em que as mudanças na estrutura da sociedade desencadearam repercussões no âmbito artístico.
O aparecimento da Literatura Infantil tem características próprias, pois decorre da ascensão da família burguesa, do novo "status" concedido à infância na sociedade e da reorganização da escola. Sua emergência deveu-se, antes de tudo, à sua associação com a Pedagogia, já que as histórias eram elaboradas para se converterem em instrumento dela.
É a partir do século XVIII que a criança passa a ser considerada um ser diferente do adulto, com necessidades e características próprias, pelo que deveria distanciar-se da vida dos mais velhos e receber uma educação especial, que a preparasse para a vida adulta.

Poesia

A poesia é uma ferramenta importantíssima na literatura infantil. O jogo com as palavras, a sonoridade e as formas lúdicas são algumas das características que aproximam essa forma literária das crianças, trazendo os pequenos para o mundo dos livros.
Além disso, os livros de poesia infantil, assim como os de proza, permitem a riqueza de ilustrações, que torna a palavra um "brinquedo lúdico" e "companheiro para todas as horas".

Literatura juvenil

A literatura juvenil é um ramo da literatura dedicada a leitores entre dez a quinze anos de idade. Fatos comuns a obras literárias juvenis em geral incluem:
geralmente, apresentam temas de interesse ao jovem adolescente, muitas vezes controversos, como sexo, violência, drogas, relacionamentos amorosos, etc;
personagens, especialmente protagonistas, da mesma faixa etária dos leitores;
podem possuir imagens e fotos, mas não necessariamente; são basicamente constituídas de texto;
obras literárias juvenis geralmente apresentam um número maior de páginas, podendo alcançar 200 a 300 páginas em vários casos.
Enquanto muitos jovens têm certo repúdio aos clássicos da literatura, alguns livros mais comerciais, dedicados a adolescentes, se tornaram grandes best-sellersBest-seller mundiais, como Harry Potter e Crepúsculo. O fenômeno, no entanto, pode ser visto como uma boa oportunidade de incentivar o gosto pela literatura nesta difícil faixa etária.

Obras infanto juvenis famosas

A literatura infantojuvenil brasileira é muito rica. Obras renomadas foram criadas por uma lista de autores que inclui Ana Maria Machado, Bartolomeu de Campos Queirós, Camila Cerqueira César, Eva Furnari, Fernanda Lopes de Almeida, Lygia Bojunga, Maria Heloísa Penteado, Maria Clara Machado, Ruth Rocha, Tatiana Belinky e Ziraldo, entre tantos outros.
Alice no País das Maravilhas
Chapeuzinho Vermelho
O Mágico de Oz
As Crônicas de Nárnia
Rapunzel
O Jardim Secreto
Percy Jackson e os Olimpianos

Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre.

 

 

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