Página Principal Contato

PAÍSES DA AMÉRICA DO SUL
História e Geografia

Argentina - Bolívia - Brasil - Chile - Colômbia - Equador - Guiana
Guiana Francesa - Paraguai - Peru - Suriname - Uruguai - Venezuela


Brasil
@

Quinto país do mundo em extensão territorial, o Brasil é uma nação-continente que ocupa quase metade da América do Sul. Ao longo de cerca de 16.000km de fronteiras, só dois países sul-americanos -- Equador e Chile -- não têm fronteira com o território brasileiro.


Geologia

O território brasileiro abriga as maiores áreas de afloramento de rochas pré-cambrianas da América do Sul: o escudo ou complexo Brasileiro e o escudo das Guianas. O primeiro é formado por terrenos mais antigos, constituídos de rochas de intenso metamorfismo. O escudo das Guianas compreende, além das Guianas, parte da Venezuela e do Brasil, ao norte do rio Amazonas. A bacia sedimentar do Amazonas separa estes dois escudos.
A partir do período siluriano, a história geológica do país foi marcada pela presença de grandes bacias sedimentares, nas quais se preservaram espessuras que chegam a ter 5.000 metros entre sedimentos e rochas magmáticas.
Além do Amazonas, outras duas grandes bacias sedimentares se distinguem no Brasil: a do Parnaíba (ou Maranhão) e a do Paraná. A bacia do Amazonas propriamente dita ocupa apenas a parte oriental do estado do Amazonas e o estado do Pará. Os terrenos mais antigos são do paleozóico e alinham-se em faixas paralelas ao curso do rio Amazonas. A bacia sedimentar do Parnaíba situa-se em terras do Maranhão e do Piauí. As faixas mais antigas são também da era paleozóica e têm em geral origem marinha. A bacia do Paraná, uma das maiores do mundo, tem uma área de 1.600.000km2, sendo que sessenta por cento ficam no Brasil, cerca de 25% na Argentina e o restante no Paraguai e Uruguai. Nela se distinguem três tipos de sedimentação paleozóica: siluriano, devoniano e permocarbonífero.


Relevo

De acordo com os estudos realizados pelo projeto Radambrasil o relevo brasileiro é formado essencialmente por planaltos e depressões, além de algumas regiões de planície.
Dentre os planaltos destacam-se os da Amazônia Oriental, os planaltos e chapadas da bacia do Parnaíba, os planaltos e chapadas da bacia do Paraná, o planalto e chapada dos Parecis, os planaltos e serras do Atlântico-Leste-Sudeste e os planaltos e serras de Goiás-Minas.
As principais depressões são as depressões marginais Norte-Amazônica e Sul-Amazônico, da Amazônia Ocidental, a depressão sertaneja e do São Francisco, a depressão do Araguaia, a depressão do Tocantins e a depressão periférica da borda leste da bacia do Paraná.
Comparativamente, as planícies ocupam uma porção bem menor da superfície brasileira e incluem a planície do rio Amazonas, a planície e Pantanal Mato-Grossense, as planícies e tabuleiros litorâneos, a planície do rio Araguaia e a planície da lagoa dos Patos e Mirim.
Assim, o relevo brasileiro é bastante modesto, com picos em sua grande maioria na média de quinhentos metros, e alguns poucos da ordem de três mil metros. As principais elevações encontram-se nos planaltos residuais Norte-Amazônicos, região onde estão situados os pontos culminantes do país: os picos da Neblina (3.014m) e 31 de Março (2.992m), ambos na serra de Tapirapecó. Outra região de grandes altitudes são os planaltos e serras do Atlântico-Leste-Sudeste, onde se incluem as serras do Mar e da Mantiqueira. Na região Nordeste destacam-se o planalto da Borborema, que se estende do Rio Grande do Norte a Alagoas, e as chapadas do Araripe e do Apodi.


Bacias Hidrográficas

A maior parte da rede fluvial brasileira é constituída por rios de planalto, de curso rápido e com abundância de cachoeiras e corredeiras, que dificultam a navegação. Os rios de planície, menos numerosos, estão entre os maiores do país e do mundo, como o rio Amazonas, com 6.571km; o rio Paraná, com 4.880km, e o rio Paraguai, com 2.550km.
Há quatro grandes bacias fluviais: a bacia Amazônica, na região Norte do país, que constitui 56% do território nacional; a bacia Platina, formada pelos rios Paraná, Paraguai e Uruguai, com cerca de dezesseis por cento; a bacia do rio São Francisco, que banha sete por cento da superfície total; e as bacias secundárias, que reúnem três grupos isolados (bacias do Nordeste, do Leste e do Sudeste), compostas de alguns rios de grande extensão, como o Mearim, o Itapicuru, o Parnaíba, o Jaguaribe, o Jequitinhonha, o Doce e o Paraíba do Sul.
Os rios brasileiros são regulados geralmente pelo regime pluviométrico, isto é, pela quantidade de chuvas que produzem suas cheias e vazantes, com exceção do Amazonas, de regime bastante complexo, e cujas margens estão freqüentemente sujeitas a grandes inundações. Na maioria dos sistemas pluviais, as enchentes ocorrem em geral nos meses de verão, e as vazantes, no inverno.
Na região do sertão nordestino, importantes rios têm trechos completamente secos em determinadas épocas do ano, devido às condições climáticas típicas da área, com escassez de chuvas e estações secas prolongadas. São os chamados rios temporários ou intermitentes, dos quais destacam-se o Jaguaribe, o Piranhas ou Açu, e o Paraíba do Norte.