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Na
opinião do Pastor Ismar Vieira Malta
Dado
a perguntas que várias vezes me foram feitas quero esclarecer que
nessa matéria expresso minha opinião a qual sempre foi a
mesma a respeito do assunto em pauta, nunca pensei diferente do que relatarei
a seguir. Na década de cinqüenta/sessenta, portanto aproximadamente
cinqüenta anos, eu trabalhava como torneiro mecânico na antiga
Companhia Paulista de Estrada de Ferro em Marilia.
Na Igreja Assembléia de Deus daquela cidade, eu tinha o cargo de
Presbítero tendo assim grande possibilidade de me candidatar e
ser eleito vereador se desejasse. Essa era pretensão dos meus colegas
de trabalho que insistiam comigo para que me candidatasse a vereador tendo
como objetivo a possibilidade de que eu como vereador viesse a fazer alguma
coisa em favor da classe, mas eu nunca desejei ingressar-me na área
política. Como Presbítero eu dirigia a Igreja em Pompéia,
posteriormente, Paulópolis e Vera Cruz Paulista, assim sendo como
poderia eu cuidar da responsabilidade religiosa e da política ao
mesmo tempo? Eu teria que escolher a Igreja ou a política porque
os dois cargos não combinam mesmo! Claro que escolhi o cargo religioso
que era exercido voluntariamente e permaneço nele até hoje.
Moro aqui em Várzea aproximadamente trinta anos onde exerço
como Pastor a liderança da Igreja Ev. Assembléia de Deus,
Ministério de Várzea Paulista, sendo que aqui também
já fui convidado para me candidatar a vereador, mas como sempre
recusei o convite.
Quanto a Pastores se candidatarem para cargos legislativos ou executivos,
seria melhor entregarem seus cargos religiosos porque é impossível
comungar a tribuna política e o púlpito religioso, é
só refletir um pouco nas CPIs anunciadas pela mídia para
se ter certeza disso. Existem muitos políticos religiosos já
exercendo os respectivos cargos, mas alguém tomou conhecimento
de benefícios de grande vulto promovidos por eles em favor das
Igrejas? Já viram eles lutarem contra a famosa corrupção?
Dizem eles que estão na política para certa proteção
da Igreja, tomarão eles o lugar do Espírito Santo? Veja
o que diz em Atos 20:28 “Olhai, pois, por vós e por todo
o rebanho sobre que o Espírito Santo vos constituiu bispos, para
apascentardes a igreja de Deus, que ele resgatou com seu próprio
sangue”. Fomos chamados para cuidar de Igrejas e não de política.
O Espírito Santo é o único que pode guardar, guiar,
e proteger a Igreja. Veja o que diz em (João 16:13): “Mas,
quando vier aquele Espírito da verdade, ele vos guiará em
toda a verdade, porque não falará de si mesmo, mas dirá
tudo o que tiver ouvido e vos anunciará o que há de vir”.
A meu ver, aquele que entra na política usando o cargo de pastor
está atrás de um quinhão a mais ou fama, porque a
responsabilidade pastoral é muito grande perante o publico e principalmente
o povo religioso e também diante de Deus que estabeleceu esse cargo
para o aperfeiçoamento dos santos conforme está escrito
em (Efésios 4:11 e 12), “E ele mesmo deu uns para apóstolos,
e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores
e doutores querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do
ministério, para edificação do corpo de Cristo.”
De acordo com os versículos acima como pode uma pessoa cuidar da
Igreja e da política ao mesmo tempo, principalmente na situação
que se encontra a política não só no Brasil, mas
em todo mundo? Examinem o que Cristo diz em (Mateus 6:24) “Ninguém
pode servir a dois senhores, porque ou há de odiar um e amar o
outro ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não
podeis servir a Deus e a Mamom.”Para justificarem suas candidaturas
tomam como base Davi que foi rei em Israel, José que foi governador
do Egito e outros, dizendo que eles militavam na política, porem,
se esquecem eles que Israel era uma nação teocrata e que
esses homens foram chamados e eleitos por Deus e não por uma eleição
municipal ou nacional. Como todos têm completa liberdade de agir
e de se expressar, essa é minha opinião desde a minha juventude.
Creia em Cristo, tudo pela Bíblia.
Pr.
Ismar Vieira Malta |